domingo, 3 de junho de 2012

Grande mestre

Em nada participo
Dessas coisas sem futuro.
Não sou besta ou as procuro.
Rasuras, passes a limpo.

Minha mensagem é a reflexão.
Conserte o que voce errou,
Mas faça com sua paixão.
O que você fez já passou.

A baderna superada pelo poder,
Sufoca ante o grande mestre.
Aquele que nunca tem nada a perder.

Nada nos ensina mais do que a experiência.
Dinheiro, poder, afago ou ciência.
Trinque os dentes, viva, sofra e aprenda.

Homem e Mulher

Mulher, que bicho bonito,
Maleávele fiel como granito.
Não podemos viver sem,

Sempre precisamos de mais e além.
 São tantas da mesma raça,
Se tirar a utilidade só vira carcaça.
Não presta para nada, mas sobrevivem.
E a danada, porque ainda vivem?

Homens, que bicho esperto.
Fura os outros como espeto.
Toda a importância na garrafa,
Espalham sua doenca com girafa.

 Nenhum dos lados é vitorioso.
Nenhum dos lados é perdedor.
Só aprendem a manejar a dor.

Ninguém é glorioso.
Ninguém é conquista.
Somos roupas e estilista.

Eu quero sangue

Toda essa desgraça
Se reproduz nesse mangue
E cresce a esperança
De um dia ver sangue

Agora sou livre e aberto
Ando sem sentido, anseando.
Todo o mundo está sem teto

Não sei o que fiz,
Não sei o que destruí,
So sei que enfiei o nariz.

E agora eu quero sangue!

Sangue para lavar,
Sangue para pintar,
E nos alegrar.

Agora sabemos a graca.

Jesus e Lampião

Terra santa,
Terra molhada
A minha sem planta
Toda ressecada

Jesus aqui fecha a mão
Não tem ninguém maior que lampião
Um bom homem, rei do cangaço
Aqui, Jesus não tem nem o cabaço

Santo ou impuro,
A história nao regulo
Ninguém era ninguém
Se nao houvesse o além

A interpretacao que falta
De fatos infundados
Impossibilitam a barata
De rolar os dados

Último sorriso

Não sei mais o que falar
Estou arrependido do que fiz
Não sei o que fazer para matar
A saudade e o mal infeliz

Só me resta afagar
A angustia que vem devagar
E me dilacera
Me fazendo fera

Todo dia me lembro
Tudo comecou no dezembro
Fui feliz ate o fim,
Foi tão estimado quanto marfim

Estão todos certos ao não me confiar
Um dia finalmente fecho o tear
E lutar emfim, sem sentir
Porque mais nunca vou poder sorrir

No one is alive

I like the dark becaus we can
see better the light
And we will find the salvation
Behind the sky

Cause no one can take you
When you`re alive
And all will try
To kill or die

No one is alive

Everybody will fade
And we will forsake
That we loved them

STOP TO DO THIS
And think about
You can change or doubt
That they are all

All you want to be

Why are you so brave?
We are going to the grave
And no one will remember you
You'll be used and discarded
And all die on the shadows

Vida a um morto

Voce daria a sua vida a um homem morto?
Isso não seria considerado aborto
Você traria alegria
E viveria com sabedoria

Em uma vida distante
Sem nada obstante
Sou um homem morto
De viver este aborto

Cedi mais do que deveria
Minha alma, minha vida, minha alegria
Canto para me aliviar
Pois sei que não vou mais amar

Sou jovem, sou adulto,
Estou perdido neste mundo
Pois nada mais vai me salvar
Só você se vier me buscar

terça-feira, 10 de abril de 2012

Desisti

Desisti

Depois de tanto tempo
Este meu passatempo
Me ajudou e me guiou
Em tudo, me formou

Me ajudou a decidir
Me consolou ao partir
Agora me refugio
Pois minha vida já fugiu

Me envergonho ao desistir
Lutei por uma razão
Não mais a tenho, deixei partir
Não me conformo, mas desisti

Que vergonha para mim
Não consigo mais sorrir
Fico só me lembrando
O motivo de eu estar esperando

Para mim é tudo cinza
O mundo parece tão ranzinza
Eu sou tão inocente
Que esqueço quão fui valente 

Queria gritar
Pela rua, sob o luar
Declaro a morte
Meu espírito se parte

 Desisti

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Soneto de mim

Soneto de mim

Minha vida é filosofia
Minha morte será fria
Sou um pequeno pecador
Tentando aliviar minha dor

Escrevo pois me fará melhor
Farei algo muito maior
Espere da minha vida
Uma explosão já parida

Sou um pequeno grandioso
Um terreno árido e pedregoso
Que viaja sem se mover

Sou o conhecido oculto
Nada ou tudo com o culto
Que vive ao morrer

domingo, 8 de abril de 2012

Solto

Solto

Minhas vestes são folgadas
Minhas realidades afastadas
Não sei o que me mantém preso
Mas quero largar esse peso

Fico imaginando se fosse certo
Ao contrario, sou todo errado
Quando começo nao fica ninguém perto
Por que ninguém fica parado?

Meu futuro incerto
O presente aperto
Para me alegrar
Sem pelos olhos sangrar

Estou adormecido em outra atmosfera
Nada ou ninguém vai me fazer fera
Ainda me resta um pouco de lucidez
Mas já ganhei um bocado de acidez

sábado, 7 de abril de 2012

Rapidinha

Rapidinha

Atualmente estou em outro mundo
Sim, me chame de vagabundo
Minhas pesquisas trarão bem
Graças a tudo e amém

Abandono

Abandono

Nao tenho um motivo maior
Tudo que faço é insignificante
Nem pior nem melhor
Com este mundo ficante

Me sinto desinteressante
Tudo tão vivo e inteiro
Até mesmo falante
Como o poder do dinheiro

Ao menos ainda me interesso
Alguns assuntos de fácil acesso
Posso pensar como um pocesso
Coisa que poucos fazem precesso

Mudo, igualo ou intermedio
Sorrio, choro ou irradio
Nao sou nada e sou tudo
Sou o mundo, sou o deus parrudo

Tenho pouco poder
Já posso mudar tudo
Só basta querer
Posso virar ossudo

Me distraio
Me concentro
Em meu centro
Perto de um papagaio

Sou igual sou raro
Sou barato sou caro
Simples ou complicado
Estou já picado

Todo o veneno
Contamina o terreno
De um ou outro jeito
A vida só aceito

Nao tenho motivo
Para amar ou lutar
Fiquei abandonado no luar
Apreciando passivo

Ainda que passivo
Dentro ainda ativo
Poucos fazem
Muitos prazem

Pensando
Desamando
Chamando
Largando

Inteiro ou meio
Sangue ou asseio
Voando ou mergulhando
Parando ou batalhando

Nao posso mais dizer
Qual o real sentido
Mas posso fazer
Tudo tomar partido

Tenho pouca idade
Mas sou antigo
Nao tenho paridade
Com nenhum artigo

Penso, vagueio
Solto o arreio
Corro aberto
Mas nunca acerto

quarta-feira, 4 de abril de 2012

História

História

Uma bela história 
Alguns meses e um beijo
Pena ser deixada como escoria
Largado como um podre queijo

Os ratos não tiveram interesse
Notaram como se não aparecesse
Comentaram com desprezo
A história de um prezo

Sustentando para nao sumir
Ainda lutando para sorrir
Chorando encantado
Pela beleza do tratado

terça-feira, 3 de abril de 2012

Perdi

Perdi

Viver sem teu sorriso
Minha vida um friso
Nunca mais perto
Meu coração preto

De errar mais tenho medo
Meus olhos sôfregos 
Anseiam por teus pêssegos
Teu rosto sem sebo

Ver teu lindo sorriso
Me provoca regogizo
Sinto amor infinito
Uma rota sem perito

Não queria o adeus
Mas te afastastes
Com ou sem os teus
Sem graça fugistes

Fiquei perdido
Um tempo partido
Tempo bucólico
Um pouco melancólico

Mais frágil fiquei
Nada mais farei
Sobre o apocalipse
Do veneno deste cálice

Poderia viver para escrever
Ou mesmo escrever para viver
Palavras solenes, acostumadas
De sofrimento todas fundadas

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Desilusão

Desilusão 

Eu sou apenas um vagabundo
Sem querer viver neste mundo
Sem idéias banais em comum
Sempre raso como gerimum

Eu perdi as noções da vida
Tão cedo, tão desiludido
Tudo causado por uma partida
Que me deixou partido

Acho que não sirvo
Para o tempo ou o mundo
Preparando o curativo
De ferida menos afundo

Sou apenas singelo
Nem feio nem belo
Nenhuma razão para lutar
Então pra que sair e falar

Não vou em nada mudar
Não tenho interesse de defender
Nada em que eu não acreditar
Ou um objetivo que eu pretender

Mas não são tão simples as coisas
Resolver como carnes insossas
Que apenas um pouco de sal basta
Mas já tenho o suficiente em pasta

quarta-feira, 28 de março de 2012

Lágrimas latente

Lágrimas latente

Viver para amar
Rir para não chorar
Assim sobrevivo
Meus dias passivo

Bem vindo à sobrevida
Toda a alegria partida
Vamos morrer sós assim
Da busca do melhor afim

Mágoa ainda tenho
Mascaro indiferente
Lavo sempre ao banho
Lagrimas latente

Não busco glória
Quero algo maior que fama
Minha ária por um mendigo
E meu sono em minha cama

Então sorria
Não esqueça
Eu faria
Uma surpreza

terça-feira, 27 de março de 2012

Orb ab chaos

Orb ab chaos

Não reconheço minha foz
Me soa estranho e sem vinda
Como um lento rio na vida
Que desagua em sua voz

Sou agora inerte sem fundo
Num grande buraco desse mundo
A vida me rodeia parada
Pela minha tristeza caçada

Caneta sobre o cartel
Minha vida dentro do papel
Assim vou parindo
Essa vida assistindo

Com ordem parta
Sairemos do caos
Só não certa
Do principio caos

Orb ab chaos

Instância minha

Instância minha

Eu quero fugir
Sumir sem existir
Viver sem lembrar
Morrer para amar

Não me fale este nome
Ainda me sinto inseguro
Vou largar o leme
E viver no escuro

Nem feliz nem triste
Vou viver no meio
Em meio sempre em riste

Nessa instância vivo apois
Entre Ana e Maria, as duas ou nenhuma
Entre um e três, escolho depois

domingo, 25 de março de 2012

Vida cega

Vida cega

Parece que meus olhos fugiram
Não consigo mais pensar, então sugiram
Preciso viver, para isso tenho que ver
Nada vai acontecer sem meu aparecer

Sonhos não existem neste mundo
Quem sonha aqui é taxado de vagabundo
Quem produz não vice sua glória
Está sempre andando com sua escória

Poucos veem esforço ou sofrimento
Vivem inertes à realidade
Geralmente com seu lamento

Só tenho a agradecer
Me ajudaram a conhecer
A fútil mente do homem

sexta-feira, 23 de março de 2012

Nosso encontro

Nosso encontro

Me encanto com o universo
Sempre surgindo com Eros
Nem sempre eternos efêmeros
Da voda com paixão pocesso

Uma luz ascende-se
Que guie a alma dos mortais
Em cada chance abre-se
O olimpo entre os portais

Existe algo que pode fazer
E em tudo se pode destruir
Mas nisso sua cabeça vai ruir

Podemos em tudo mudar
Até nada neste mundo ficar
Viajaremos até nos encontrar

segunda-feira, 19 de março de 2012

Arte ou Amor

Arte ou Amor

A arte
Complexa em sua simplicidade
Bonita em seus defeitos
Para entender não precisa de idade
Aptos a devorá-las em seus pratos

A arte pura em sua sujeira
Limpa em sua poluição
Basta puxar sua carteira
E presenciar a revolução

A arte nos domina
Forte em sua fraqueza
Bela como menina

A arte nos rodeia
Grande em sua confusão
Eterna em sua galeia

A arte junta e segrega nações
Mas não deveríamos perder as noções
Boa e ruim, a arte é universal
Assim como o amor

Eu enfermo

Eu enfermo

Eu enfermo
Só no ermo
Negro boçal
Falta sal

Meu físico se corrompe
Minha sanidade questiona
Razões e prazeres mundana
Na sociedade só irrompe

O que ainda faço aqui?
Espero a camada paqui
De fúteis homens, aguardando,
Um dia, idéias saírem andando

Proibições sem sentido
Liberdades sem motivo
Saio com o coração partido
Andando agora passivo

sexta-feira, 16 de março de 2012

Tal Dia

Tal Dia

Espero um dia, em outra vida
Você vir falar comigo, dar boa noite
Um dia distante da sua partida
Você virá e dirá "não fique triste"
Começarei a chorar, doendo na ferida
Uma grande ferida presa em riste

Uma grande tristeza cravada em minha carne
Uma dor inimaginável acompanhada da impotência
Querer fazer coisas, mas impedido pela pane
Coisas que nunca, nesta vida você terá ciência

Como se não bastasse, perguntará o que houve
Ainda chorando responderei "sua partida"
Diria que você fugiu quando entrou na nave
Me deixou triste e só na saída

Ainda espero esse dia chegar
talvez não por muito tempo
Tenho esperança de poder falar
quem sabe nao tão lampo
Queria poder te amar

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Lucas pereira do Amaral

quinta-feira, 15 de março de 2012

Saudade de você

Saudade de você

Eu tenho que te falar
Um dia comecei a amar
Temeroso quanto a revelação 
Omiti por opção 

Quando me revelei
Você se afastou
Naquele dia falei
A revelação acabou

Se um dia tivemos algo
Ficou murcho e não pago
Tenho saudade

Minha voz está abafada
Há muito tempo não falo
Voou com minha fada

sexta-feira, 2 de março de 2012

Você e eu; Eu e você

Você e eu; Eu e você


Se me perguntam o que sinto
Digo-lhe que estou num torpor
Por isso que fico no recinto
Esperando o meu amor

Mas por que andas tão distante?
De mim estais tão perto,
Tenho andado tao triste,
Contigo fico mais desperto.

Tu tens muita importância,
muito mais do que pensas
Queria que tivestes ciência.

Gostaria de viver
Essa doce utopia
Para poder te ver.

Você e eu,
Eu e você
Por quanto tempo durar

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sem Sentido

Sem Sentido

A desobjetividade
Pode dar a um poema
A universabilidade
Oferecida à Viena


Algo com varios sentidos
Pode não ter nenhum
A cabeça dos perdidos
É o que sempre da mais um

O que pode ser
Pode não existir,
Nem todos podem ver
Mas está sempre ali

Um pequeno vazio
Um grande clarao
Aquele sereno rio
Proibido pelo patrão

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

"Quid juris?"

Certas, as coisas não estão
Tenho poucos motivos para levantar
Falta ar em meu pulmão
E lagrimas de tanto chorar

Mas quando levanto
Escondo meu lamento
Sou uma outra pessoa
Estou sempre na garoa

Talvez não seja a hora
Só uma pessoa me faz feliz
O que posso fazer? "Quid juris?"
Não posso continuar fora

Se algo der errado
Eu não vou querer nada
Nem Amanda do nem parado
Sem vontade, engulo a salada

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Triste Desabafo

Triste desabafo

Porque deveria me esforçar?
Meu pai não me apóia
Nem mesmo em alguma parodia
Os outros só vão me julgar

Posso perder muito
Mas não descuido
Me levanto
E vou atras de um escudo

Não tenho mais confiança em meu ascendente
Me resta apenas a minha mente
Onde ainda posso ser valente
E superar toda essa gente

Não vou mais chorar por más pessoas
Nem me irritar pela ignorância
Posso viver as três lagoas
E viver nessa instancia

Delírio

Se antes tinha dúvida, Agora sei de fato, Não sou pessoa lúcida, Escarro, cuspo e sou ingrato. Em que delírio me vi? Acreditar que po...