terça-feira, 10 de abril de 2012

Desisti

Desisti

Depois de tanto tempo
Este meu passatempo
Me ajudou e me guiou
Em tudo, me formou

Me ajudou a decidir
Me consolou ao partir
Agora me refugio
Pois minha vida já fugiu

Me envergonho ao desistir
Lutei por uma razão
Não mais a tenho, deixei partir
Não me conformo, mas desisti

Que vergonha para mim
Não consigo mais sorrir
Fico só me lembrando
O motivo de eu estar esperando

Para mim é tudo cinza
O mundo parece tão ranzinza
Eu sou tão inocente
Que esqueço quão fui valente 

Queria gritar
Pela rua, sob o luar
Declaro a morte
Meu espírito se parte

 Desisti

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Soneto de mim

Soneto de mim

Minha vida é filosofia
Minha morte será fria
Sou um pequeno pecador
Tentando aliviar minha dor

Escrevo pois me fará melhor
Farei algo muito maior
Espere da minha vida
Uma explosão já parida

Sou um pequeno grandioso
Um terreno árido e pedregoso
Que viaja sem se mover

Sou o conhecido oculto
Nada ou tudo com o culto
Que vive ao morrer

domingo, 8 de abril de 2012

Solto

Solto

Minhas vestes são folgadas
Minhas realidades afastadas
Não sei o que me mantém preso
Mas quero largar esse peso

Fico imaginando se fosse certo
Ao contrario, sou todo errado
Quando começo nao fica ninguém perto
Por que ninguém fica parado?

Meu futuro incerto
O presente aperto
Para me alegrar
Sem pelos olhos sangrar

Estou adormecido em outra atmosfera
Nada ou ninguém vai me fazer fera
Ainda me resta um pouco de lucidez
Mas já ganhei um bocado de acidez

sábado, 7 de abril de 2012

Rapidinha

Rapidinha

Atualmente estou em outro mundo
Sim, me chame de vagabundo
Minhas pesquisas trarão bem
Graças a tudo e amém

Abandono

Abandono

Nao tenho um motivo maior
Tudo que faço é insignificante
Nem pior nem melhor
Com este mundo ficante

Me sinto desinteressante
Tudo tão vivo e inteiro
Até mesmo falante
Como o poder do dinheiro

Ao menos ainda me interesso
Alguns assuntos de fácil acesso
Posso pensar como um pocesso
Coisa que poucos fazem precesso

Mudo, igualo ou intermedio
Sorrio, choro ou irradio
Nao sou nada e sou tudo
Sou o mundo, sou o deus parrudo

Tenho pouco poder
Já posso mudar tudo
Só basta querer
Posso virar ossudo

Me distraio
Me concentro
Em meu centro
Perto de um papagaio

Sou igual sou raro
Sou barato sou caro
Simples ou complicado
Estou já picado

Todo o veneno
Contamina o terreno
De um ou outro jeito
A vida só aceito

Nao tenho motivo
Para amar ou lutar
Fiquei abandonado no luar
Apreciando passivo

Ainda que passivo
Dentro ainda ativo
Poucos fazem
Muitos prazem

Pensando
Desamando
Chamando
Largando

Inteiro ou meio
Sangue ou asseio
Voando ou mergulhando
Parando ou batalhando

Nao posso mais dizer
Qual o real sentido
Mas posso fazer
Tudo tomar partido

Tenho pouca idade
Mas sou antigo
Nao tenho paridade
Com nenhum artigo

Penso, vagueio
Solto o arreio
Corro aberto
Mas nunca acerto

quarta-feira, 4 de abril de 2012

História

História

Uma bela história 
Alguns meses e um beijo
Pena ser deixada como escoria
Largado como um podre queijo

Os ratos não tiveram interesse
Notaram como se não aparecesse
Comentaram com desprezo
A história de um prezo

Sustentando para nao sumir
Ainda lutando para sorrir
Chorando encantado
Pela beleza do tratado

terça-feira, 3 de abril de 2012

Perdi

Perdi

Viver sem teu sorriso
Minha vida um friso
Nunca mais perto
Meu coração preto

De errar mais tenho medo
Meus olhos sôfregos 
Anseiam por teus pêssegos
Teu rosto sem sebo

Ver teu lindo sorriso
Me provoca regogizo
Sinto amor infinito
Uma rota sem perito

Não queria o adeus
Mas te afastastes
Com ou sem os teus
Sem graça fugistes

Fiquei perdido
Um tempo partido
Tempo bucólico
Um pouco melancólico

Mais frágil fiquei
Nada mais farei
Sobre o apocalipse
Do veneno deste cálice

Poderia viver para escrever
Ou mesmo escrever para viver
Palavras solenes, acostumadas
De sofrimento todas fundadas

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Desilusão

Desilusão 

Eu sou apenas um vagabundo
Sem querer viver neste mundo
Sem idéias banais em comum
Sempre raso como gerimum

Eu perdi as noções da vida
Tão cedo, tão desiludido
Tudo causado por uma partida
Que me deixou partido

Acho que não sirvo
Para o tempo ou o mundo
Preparando o curativo
De ferida menos afundo

Sou apenas singelo
Nem feio nem belo
Nenhuma razão para lutar
Então pra que sair e falar

Não vou em nada mudar
Não tenho interesse de defender
Nada em que eu não acreditar
Ou um objetivo que eu pretender

Mas não são tão simples as coisas
Resolver como carnes insossas
Que apenas um pouco de sal basta
Mas já tenho o suficiente em pasta

Delírio

Se antes tinha dúvida, Agora sei de fato, Não sou pessoa lúcida, Escarro, cuspo e sou ingrato. Em que delírio me vi? Acreditar que po...