Desisti
Depois de tanto tempo
Este meu passatempo
Me ajudou e me guiou
Em tudo, me formou
Me ajudou a decidir
Me consolou ao partir
Agora me refugio
Pois minha vida já fugiu
Me envergonho ao desistir
Lutei por uma razão
Não mais a tenho, deixei partir
Não me conformo, mas desisti
Que vergonha para mim
Não consigo mais sorrir
Fico só me lembrando
O motivo de eu estar esperando
Para mim é tudo cinza
O mundo parece tão ranzinza
Eu sou tão inocente
Que esqueço quão fui valente
Queria gritar
Pela rua, sob o luar
Declaro a morte
Meu espírito se parte
Desisti
Dedico aqui, ao amanhecer, versos de todos os tipos. Esse é um dos meus passatempos, não sou profissional, desejo apenas me deleitar com a capacidade que tem qualquer poeta. Desejo a vocês uma boa viagem nos meus pensamentos. "Mind the gap between the train and the platform."
terça-feira, 10 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Soneto de mim
Soneto de mim
Minha vida é filosofia
Minha morte será fria
Sou um pequeno pecador
Tentando aliviar minha dor
Escrevo pois me fará melhor
Farei algo muito maior
Espere da minha vida
Uma explosão já parida
Sou um pequeno grandioso
Um terreno árido e pedregoso
Que viaja sem se mover
Sou o conhecido oculto
Nada ou tudo com o culto
Que vive ao morrer
Minha vida é filosofia
Minha morte será fria
Sou um pequeno pecador
Tentando aliviar minha dor
Escrevo pois me fará melhor
Farei algo muito maior
Espere da minha vida
Uma explosão já parida
Sou um pequeno grandioso
Um terreno árido e pedregoso
Que viaja sem se mover
Sou o conhecido oculto
Nada ou tudo com o culto
Que vive ao morrer
domingo, 8 de abril de 2012
Solto
Solto
Minhas vestes são folgadas
Minhas realidades afastadas
Não sei o que me mantém preso
Mas quero largar esse peso
Fico imaginando se fosse certo
Ao contrario, sou todo errado
Quando começo nao fica ninguém perto
Por que ninguém fica parado?
Meu futuro incerto
O presente aperto
Para me alegrar
Sem pelos olhos sangrar
Estou adormecido em outra atmosfera
Nada ou ninguém vai me fazer fera
Ainda me resta um pouco de lucidez
Mas já ganhei um bocado de acidez
Minhas vestes são folgadas
Minhas realidades afastadas
Não sei o que me mantém preso
Mas quero largar esse peso
Fico imaginando se fosse certo
Ao contrario, sou todo errado
Quando começo nao fica ninguém perto
Por que ninguém fica parado?
Meu futuro incerto
O presente aperto
Para me alegrar
Sem pelos olhos sangrar
Estou adormecido em outra atmosfera
Nada ou ninguém vai me fazer fera
Ainda me resta um pouco de lucidez
Mas já ganhei um bocado de acidez
sábado, 7 de abril de 2012
Rapidinha
Rapidinha
Atualmente estou em outro mundo
Sim, me chame de vagabundo
Minhas pesquisas trarão bem
Graças a tudo e amém
Atualmente estou em outro mundo
Sim, me chame de vagabundo
Minhas pesquisas trarão bem
Graças a tudo e amém
Abandono
Abandono
Nao tenho um motivo maior
Tudo que faço é insignificante
Nem pior nem melhor
Com este mundo ficante
Me sinto desinteressante
Tudo tão vivo e inteiro
Até mesmo falante
Como o poder do dinheiro
Ao menos ainda me interesso
Alguns assuntos de fácil acesso
Posso pensar como um pocesso
Coisa que poucos fazem precesso
Mudo, igualo ou intermedio
Sorrio, choro ou irradio
Nao sou nada e sou tudo
Sou o mundo, sou o deus parrudo
Tenho pouco poder
Já posso mudar tudo
Só basta querer
Posso virar ossudo
Me distraio
Me concentro
Em meu centro
Perto de um papagaio
Sou igual sou raro
Sou barato sou caro
Simples ou complicado
Estou já picado
Todo o veneno
Contamina o terreno
De um ou outro jeito
A vida só aceito
Nao tenho motivo
Para amar ou lutar
Fiquei abandonado no luar
Apreciando passivo
Ainda que passivo
Dentro ainda ativo
Poucos fazem
Muitos prazem
Pensando
Desamando
Chamando
Largando
Inteiro ou meio
Sangue ou asseio
Voando ou mergulhando
Parando ou batalhando
Nao posso mais dizer
Qual o real sentido
Mas posso fazer
Tudo tomar partido
Tenho pouca idade
Mas sou antigo
Nao tenho paridade
Com nenhum artigo
Penso, vagueio
Solto o arreio
Corro aberto
Mas nunca acerto
Nao tenho um motivo maior
Tudo que faço é insignificante
Nem pior nem melhor
Com este mundo ficante
Me sinto desinteressante
Tudo tão vivo e inteiro
Até mesmo falante
Como o poder do dinheiro
Ao menos ainda me interesso
Alguns assuntos de fácil acesso
Posso pensar como um pocesso
Coisa que poucos fazem precesso
Mudo, igualo ou intermedio
Sorrio, choro ou irradio
Nao sou nada e sou tudo
Sou o mundo, sou o deus parrudo
Tenho pouco poder
Já posso mudar tudo
Só basta querer
Posso virar ossudo
Me distraio
Me concentro
Em meu centro
Perto de um papagaio
Sou igual sou raro
Sou barato sou caro
Simples ou complicado
Estou já picado
Todo o veneno
Contamina o terreno
De um ou outro jeito
A vida só aceito
Nao tenho motivo
Para amar ou lutar
Fiquei abandonado no luar
Apreciando passivo
Ainda que passivo
Dentro ainda ativo
Poucos fazem
Muitos prazem
Pensando
Desamando
Chamando
Largando
Inteiro ou meio
Sangue ou asseio
Voando ou mergulhando
Parando ou batalhando
Nao posso mais dizer
Qual o real sentido
Mas posso fazer
Tudo tomar partido
Tenho pouca idade
Mas sou antigo
Nao tenho paridade
Com nenhum artigo
Penso, vagueio
Solto o arreio
Corro aberto
Mas nunca acerto
quarta-feira, 4 de abril de 2012
História
História
Uma bela história
Alguns meses e um beijo
Pena ser deixada como escoria
Largado como um podre queijo
Os ratos não tiveram interesse
Notaram como se não aparecesse
Comentaram com desprezo
A história de um prezo
Sustentando para nao sumir
Ainda lutando para sorrir
Chorando encantado
Pela beleza do tratado
Uma bela história
Alguns meses e um beijo
Pena ser deixada como escoria
Largado como um podre queijo
Os ratos não tiveram interesse
Notaram como se não aparecesse
Comentaram com desprezo
A história de um prezo
Sustentando para nao sumir
Ainda lutando para sorrir
Chorando encantado
Pela beleza do tratado
terça-feira, 3 de abril de 2012
Perdi
Perdi
Viver sem teu sorriso
Minha vida um friso
Nunca mais perto
Meu coração preto
De errar mais tenho medo
Meus olhos sôfregos
Anseiam por teus pêssegos
Teu rosto sem sebo
Ver teu lindo sorriso
Me provoca regogizo
Sinto amor infinito
Uma rota sem perito
Não queria o adeus
Mas te afastastes
Com ou sem os teus
Sem graça fugistes
Fiquei perdido
Um tempo partido
Tempo bucólico
Um pouco melancólico
Mais frágil fiquei
Nada mais farei
Sobre o apocalipse
Do veneno deste cálice
Poderia viver para escrever
Ou mesmo escrever para viver
Palavras solenes, acostumadas
De sofrimento todas fundadas
Viver sem teu sorriso
Minha vida um friso
Nunca mais perto
Meu coração preto
De errar mais tenho medo
Meus olhos sôfregos
Anseiam por teus pêssegos
Teu rosto sem sebo
Ver teu lindo sorriso
Me provoca regogizo
Sinto amor infinito
Uma rota sem perito
Não queria o adeus
Mas te afastastes
Com ou sem os teus
Sem graça fugistes
Fiquei perdido
Um tempo partido
Tempo bucólico
Um pouco melancólico
Mais frágil fiquei
Nada mais farei
Sobre o apocalipse
Do veneno deste cálice
Poderia viver para escrever
Ou mesmo escrever para viver
Palavras solenes, acostumadas
De sofrimento todas fundadas
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Desilusão
Desilusão
Eu sou apenas um vagabundo
Sem querer viver neste mundo
Sem idéias banais em comum
Sempre raso como gerimum
Eu perdi as noções da vida
Tão cedo, tão desiludido
Tudo causado por uma partida
Que me deixou partido
Acho que não sirvo
Para o tempo ou o mundo
Preparando o curativo
De ferida menos afundo
Sou apenas singelo
Nem feio nem belo
Nenhuma razão para lutar
Então pra que sair e falar
Não vou em nada mudar
Não tenho interesse de defender
Nada em que eu não acreditar
Ou um objetivo que eu pretender
Mas não são tão simples as coisas
Resolver como carnes insossas
Que apenas um pouco de sal basta
Mas já tenho o suficiente em pasta
Eu sou apenas um vagabundo
Sem querer viver neste mundo
Sem idéias banais em comum
Sempre raso como gerimum
Eu perdi as noções da vida
Tão cedo, tão desiludido
Tudo causado por uma partida
Que me deixou partido
Acho que não sirvo
Para o tempo ou o mundo
Preparando o curativo
De ferida menos afundo
Sou apenas singelo
Nem feio nem belo
Nenhuma razão para lutar
Então pra que sair e falar
Não vou em nada mudar
Não tenho interesse de defender
Nada em que eu não acreditar
Ou um objetivo que eu pretender
Mas não são tão simples as coisas
Resolver como carnes insossas
Que apenas um pouco de sal basta
Mas já tenho o suficiente em pasta
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