sábado, 7 de abril de 2012

Abandono

Abandono

Nao tenho um motivo maior
Tudo que faço é insignificante
Nem pior nem melhor
Com este mundo ficante

Me sinto desinteressante
Tudo tão vivo e inteiro
Até mesmo falante
Como o poder do dinheiro

Ao menos ainda me interesso
Alguns assuntos de fácil acesso
Posso pensar como um pocesso
Coisa que poucos fazem precesso

Mudo, igualo ou intermedio
Sorrio, choro ou irradio
Nao sou nada e sou tudo
Sou o mundo, sou o deus parrudo

Tenho pouco poder
Já posso mudar tudo
Só basta querer
Posso virar ossudo

Me distraio
Me concentro
Em meu centro
Perto de um papagaio

Sou igual sou raro
Sou barato sou caro
Simples ou complicado
Estou já picado

Todo o veneno
Contamina o terreno
De um ou outro jeito
A vida só aceito

Nao tenho motivo
Para amar ou lutar
Fiquei abandonado no luar
Apreciando passivo

Ainda que passivo
Dentro ainda ativo
Poucos fazem
Muitos prazem

Pensando
Desamando
Chamando
Largando

Inteiro ou meio
Sangue ou asseio
Voando ou mergulhando
Parando ou batalhando

Nao posso mais dizer
Qual o real sentido
Mas posso fazer
Tudo tomar partido

Tenho pouca idade
Mas sou antigo
Nao tenho paridade
Com nenhum artigo

Penso, vagueio
Solto o arreio
Corro aberto
Mas nunca acerto

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